SOCIAL, CULTURAL E HUMANITÁRIO
Na atualidade o que se percebe é que os fluxos migratórios de cidadãos haitianos têm aumentado consideravelmente e o Brasil a partir de 2009 passou a ser o destino mais procurado, principalmente depois do terrível sismo de 2010. E os problemas decorrentes desta situação podem ser vistos claramente. Apesar da postura de acolhimento do Brasil, os haitianos já foram vítimas de numerosos ataques xenofóbicos no território brasileiro. Um exemplo disso foi o caso da morte do haitiano Fetiere Sterlin, ocorrida no último dia 17 de outubro na cidade de Navegantes (SC), a qual causou revolta junto a migrantes e integrante da sociedade civil organizada em torno da temática migratória. Outro importante local de destino dos refugiados haitianos é o Chile, o qual recebe cerca de 200 haitianos diariamente. Contudo, esse não possui uma política de imigração atualizada, e os refugiados que recebe são vítimas de casos de preconceito e discriminação racial. Cor de pele, o racismo e a barreira da língua impedem o acesso dos haitianos a consulta de saúde, educação e trabalho, circunstâncias que ferem os direitos humanos e dificultam a vida dos haitianos.

