SOCIAL, CULTURAL E HUMANITÁRIO
De acordo com a Anistia Internacional, em 2016 o Instituto Nacional de Migração do México deteve 188.595 migrantes irregulares – 81% destes de países da América Central – e retornou 147.370 para seus países de origem. No total, 96% das pessoas deportadas eram de El Salvador, Honduras e Guatemala – que formam o chamado Triângulo Norte. Muitos não foram informados do seu direito de pedir proteção internacional através de um pedido de refúgio. “Os Estados Unidos e o México são parceiros no crime de preparar uma crescente catástrofe de direitos humanos. Os EUA estão arquitetando um sistema cruel e impermeável para impedir que pessoas desprovidas recebam proteção internacional e o México está mais do que disposto a desempenhar o papel de guardião do acesso aos EUA”, critica Erika Guevara-Rosas, diretora de Américas da Anistia Internacional. Além desses casos, um relatório divulgado pela ONG Médicos sem Fronteiras mostra que 68,3% das pessoas entrevistadas, que foram forçadas a sair de Guatemala, Honduras e El Salvador em função dos altos índices de violência que assolam estes países, disseram ter sofrido violência durante a passagem pelo México.

