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CONSELHO DE DIREITOS HUMANOS

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Construindo um bom argumento

  • 5 de jun. de 2016
  • 3 min de leitura

Frequentemente, os delegados abrem mão de participar das discussões porque não têm o que dizer, ou não sabem dizer o que querem. Como é possível garantir que os demais vão entender o que temos a dizer? Seguem algumas dicas para facilitar a construção dos argumentos: • SEJA CONCISO E OBJETIVO Muitas vezes, por tentarmos manter a linguagem diplomática e fazer um discurso bonito, acabamos por "florear" demais as palavras. Isso faz com que seja mais difícil compreender o ponto central do argumento. Para evitar este problema, procure fazer um exercício mental simples: pense em uma ideia e em seguida tente escrevê-la utilizando a menor quantidade possível de palavras, sem que a ideia perca o sentido. Assim, você perceberá o que é dispensável e o que não é, no seu discurso. • CRITIQUE SEU PRÓPRIO ARGUMENTO Antes de fazer seu pronunciamento, faça o seguinte exercício mental: pense no que iria dizer, e em seguida faça de conta que você discorda de tudo o que foi dito. Como você pode criticar seu próprio argumento? Fazendo este exercício, você saberá em que pontos o seu argumento é mais frágil, e saberá reforçá-lo neste ponto ou, caso necessário, evitar que outros delegados percebam essa fragilidade. • SUSTENTE SUAS CRÍTICAS Para que seus posicionamentos tenham sentido e credibilidade, as suas críticas aos posicionamentos alheios também devem ter. Caso algum outro delegado faça afirmações com as quais você discorda, procure expôr suas críticas com a mesma atenção que daria ao próprio discurso. “Você está errado”, “isso é um absurdo” e etc. não são argumentos. • ACEITE CRÍTICAS E FALHAS ARGUMENTATIVAS Nenhum argumento é infalível. Caso o seu discurso seja totalmente desconstruído por outro delegado, procure não se sentir pessoalmente ofendido. Frequentemente, entendemos os nossos argumentos como extensões de nós mesmos, e por isso às vezes defendemos nossas ideias mesmo quando já não concordamos com elas. Procure não ser orgulhoso e aprenda a reconhecer falhas argumentativas. Dizer “você tem razão, eu não tinha pensado nisso” é uma maneira positiva de reagir a uma crítica sólida, e garante o respeito de seu interlocutor. • OUVIR É TÃO IMPORTANTE QUANTO FALAR Muitos delegados podem ir ao EDUC+4 mais preocupados em “atacar e defender” do que em “discutir e construir”. Lembrem-se: os delegados não são advogados, e sim diplomatas. Não faz o menor sentido fazer pronunciamentos impecáveis, elegantes e eloquentes, se os mesmos estiverem fora do tema debatido, ou feitos de forma impermeável, ou seja, que recuse a adição de ideias diferentes ou contrárias. • TENHA SEUS OBJETIVOS EM MENTE Não adianta falar por falar. Além de entender seu argumento, procure sempre ter em mente o objetivo de fazer o pronunciamento. Estes objetivos podem ser dos mais diversos: aumentar a expressividade do seu país, criticar o posicionamento de outro delegado, orientar os debates para um assunto que te interesse, expôr uma proposta, etc. Tente sempre saber o seu objetivo. Caso não saiba, o melhor a fazer é não se pronunciar e aguardar o momento oportuno. Quem fala muito, e sem objetivo, geralmente perde a credibilidade rapidamente. • LEVE EM CONTA AS POSIÇÕES CONTRÁRIAS Decida a forma de expôr seu argumento de forma a anular, contornar ou absorver posições contrárias à sua. Lembre-se sempre que um argumento serve para convencer outras pessoas de uma ideia. Se o seu argumento ignora completamente os argumentos que as outras pessoas já têm, então é muito provável que você esteja falando sozinho.

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